Senador Roberto Rocha quer mobilizar classe política para salvar a Bacia do Rio Itapecuru

Situação do rio é considerada grave, segundo especialistas ambientais.

As águas do rio Itapecuru pedem socorro. É o que diz um recente estudo de diagnóstico ambiental e sedimentológico apresentado nesta quarta-feira (16), ao senador Roberto Rocha (PSDB-MA). De acordo com a gerência de Meio Ambiente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), o rio apresenta seríssimos problemas ao longo dos seus 1.450 km de extensão, com pontos avançados de assoreamento e grandes retenções de sedimentos, começando desde a sua nascente, no Sul do Estado, cortando território de 55 municípios, até desaguar na Baía de São José, em São Luís.

Este minucioso estudo inédito foi viabilizado exclusivamente por meio de emenda parlamentar de 2016, do senador Roberto Rocha, no valor de R$ 2,2 milhões. Segundo a Codevasf, até hoje não há registros de recursos dessa natureza serem viabilizados por meio de ações de um parlamentar.

“O que ouvimos dos especialistas aqui é de que os rios do Maranhão estão se acabando. A minha intenção em continuar alocando recursos para estudos e pesquisas no Itapecuru e demais bacias para chamar atenção da classe política e conscientizar a população da necessidade de salvar os nossos rios, sob pena de secarem daqui a alguns anos. Sem água não há vida”, destacou.

Responsável pelo abastecimento de água de quase 70% da Ilha de São Luís, a bacia hidrográfica do Itapecuru apresenta, no mínimo, 67 pontos críticos de assoreamento, sendo seis localizados no Alto do Itapecuru, 15 no médio e 44 no Baixo Itapecuru — onde justamente se encontra uma aglomeração urbana maior. Segundo o estudo de diagnóstico ambiental, dois trechos urbanos mais críticos são entre Caixas e Codó, seguindo até Itapecuru-Mirim, onde foram encontrados fortes retentores de sedimentos na calha do rio.

Na avaliação do senador Roberto Rocha, “o problema das águas não está na agenda dos políticos porque isso não dá voto. Ninguém vai conseguir salvar o rio sozinho, mas é preciso mobilizar e criar a cultura do fazer. Quando um parlamentar começa a investir em projetos como este, ele pode ter uma chance de entrar na agenda política do parlamento”, disse.

REVITALIZAÇÃO É O CAMINHO

De acordo com a pesquisa, a agenda de revitalização da Bacia Hidrográfica possui 11 temas considerados prioritários, entre eles o de estruturação da governança da revitalização, implantação do saneamento básico, abastecimento de água urbana e rural, gestão de recursos hídricos e de resíduos sólidos, mobilização social, além de estruturação de banco de dados da bacia.

SEMA realiza audiência pública para a criação do Pré-Comitê da Bacia do Rio Itapecuru

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMA) realizou, na última quinta-feira (26), a segunda audiência pública para a criação do Pré-Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Itapecuru, no município de Caxias/MA. O momento teve a participação de representantes do poder público, empresariado e sociedade civil dos municípios do entorno da cidade, que fazem parte da Bacia.

A ocasião oportunizou a discussão sobre a bacia hidrográfica do Rio Itapecuru e seu contexto na Política Estadual de Recursos Hídricos, permitindo um espaço de ampla discussão entre os três setores da sociedade que compõe a região.

“A criação dos Comitês favorece a gestão participativa e eficaz das bacias, possibilitando a elaboração de políticas de conservação e uso sustentável, em médio e longo prazo, do plano de gestão das bacias com participação dos usuários, entre outras medidas”, disse o Secretário de Estado de Meio Ambiente e Recurso Naturais, Marcelo Coelho.

A terceira audiência para a criação do Pré-Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Itapecuru ocorrerá no município de Colinas ainda neste mês.

 

Rio Itapecuru

A Bacia Hidrográfica do Rio Itapecuru possui 1.450 quilômetros de extensão que percorrem todo o estado do Maranhão, dividindo-se em alto, médio e baixo Itapecuru e abastecendo as 57 cidades situadas em seu leito e a capital São Luís.

 

Comitês de Bacia

 

Os comitês de bacia hidrográfica são órgãos que consolidam a descentralização da gestão, sendo constituídos por três setores da sociedade e tendo como unidade de gerenciamento abacia hidrográfica. São instâncias colegiadas cujos membros exercem a função de um parlamento das águas, pois tomam decisões sobre questões referentes à bacia, tendo como principais competências aprovar o Plano de Recursos Hídricos da Bacia, dirimir conflitos pelo uso da água, estabelecer mecanismos e sugerir os valores da cobrança pelo uso da água, entre outras funções.

O Maranhão atualmente possui 12 bacias hidrográficas, que o torna privilegiado na oferta desse recurso. O Estado possui os comitês dos rios Munim e Mearim já instituídos e em andamento, além do Rio Itapecuru, os dos rios Balsas, Preguiças e Parnaíba. Este último em parceria com os estados do Piauí e Ceará.

Governo do Estado inicia construção de canais do Diques da Produção em Pinheiro

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), iniciou, na semana passada  as obras dos canais do Programa Diques da Produção no município de Pinheiro.  A primeira obra está sendo realizada na região conhecida como Paturi, nas proximidades da Bubalina. e outra deverá ser construída na região do Gama.
A ação tem como objetivo combater a salinização dos campos naturais inundáveis e implantar grandes canais que permitirão armazenar água doce, ação necessária para o desenvolvimento de projetos nas áreas da piscicultura, agricultura e pecuária.
O governador Flávio Dino  afirmou que as obras de construção desses diques estão entre as mais importantes ações do Governo do Estado na Baixada Maranhense. “A meta é transformar a realidade atual da região com produção, crescimento econômico e inclusão socioprodutiva”. Fl[avio Dino enfatizou que o propósito é reduzir os índices de insegurança alimentar e de pobreza na região e promover a geração de trabalho, emprego e renda nas comunidades contempladas pelo projeto.
O pecuarista conhecido por Carrinho banda  disse que a efetivação dos diques em Pinheiro é um sonho realizado. “Estava ansioso para ver essa máquina cavando os campos e começar a aparecer os canais. Era um sonho essa obra sair do papel, agora, vamos ter peixes o ano inteiro e água para o gado. Os moradores vizinhos aos diques  podem plantar juçara e banana para as suas alimentação e para vender, graças a esse programa. Estou realmente muito feliz”, disse o pecuarista.
O Superintendente de Articulação Política da Baixada, Dr. Penaldon Jorge, disse que as obras dos diques vão mudar a realidade das pessoas que dependem da pesca. “Esse programa é esperado há muito tempo pela Baixada Maranhense; vai proporcionar dignidade para essas comunidades, garantir a reserva de água e aumentar a produção, estimulando as pessoas que vivem da pesca a acreditarem na sua capacidade de trabalho e ajudar a economia do Maranhão”, disse o Superintendente. .
Diques da Produção
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Serão construídas duas modalidades de retenção da água doce: canais e barragens. Os diques garantem água para ser usada na  irrigação e impedem a entrada de água salgada nos igarapés, protegendo os mananciais de água doce das regiões e outros ecossistemas. O armazenamento de água, também, facilita a navegação interligando pequenas propriedades.
Também consta como um dos pilares do Programa Diques da Produção a oferta de Assistência Técnica e Extensão Rural, para implantação de projetos de geração de renda à população das comunidades beneficiadas pela ação.
Municípios contemplados:
Mirinzal
Peri-mirim
Palmeirândia
Anajatuba
Bacurituba
Pinheiro
Viana
Penalva
São João Batista
São Vicente de Ferry
Santa Rita
Olinda Nova
Presidente Sarney
Cajapió
Bequimão

 

Arari

Sustentabilidade – MRV investirá R$ 800 milhões no maior projeto de energia solar fotovoltaica de uma empresa privada brasileira

A MRV Engenharia, maior construtora da América Latina é destaque no Guia Exame de Sustentabilidade no setor de construção civil.
 A publicação destacou o investimento pioneiro e inovador da construtora na instalação de energia solar fotovoltaica em seus empreendimentos. A MRV investirá R$ 800 milhões no maior projeto de energia solar fotovoltaica de uma empresa privada brasileira e tem a expectativa de, em até cinco anos, entregar 220 mil unidades com sistemas de energia solar, o que representará 100% de seus lançamentos, contribuindo para reduzir a emissão de 26 mil toneladas de CO2.
O Guia evidenciou os dois selos criados pela MRV, Obra Verde – que atesta a adoção de práticas sustentáveis durante a fase de construção – e MRV + Verde – que assegura a sustentabilidade dos empreendimentos depois de prontos. Garantido a entrega de residenciais com diferencias de sustentabilidade aos clientes. Em São Luís, atualmente com dois empreendimentos em fase de construção e comercialização pelo Programa “Minha Casa, Minha Vida” nos bairros do Altos do Calhau e do Angelim, a construtora antes mesmo de concluir a obra já beneficiou a comunidade, com a construção e adoção de uma praça no bairro Altos do Calhau, batizada de Praça Dunas do Litoral. Além de  brinquedos infantis e paisagismo, a praça é dotada de equipamentos de ginástica para uso da comunidade.
Para o presidente da MRV, Eduardo Fischer ser um dos destaques do Guia Exame de Sustentabilidade é motivo de muito orgulho. “Nosso desafio é seguir avançando, buscamos uma integração cada vez maior com todos os nossos públicos de relacionamento, numa construção conjunta da agenda de sustentabilidade sempre equilibrando os pilares econômico, social e ambiental” destaca Fischer.
O Guia Exame de Sustentabilidade, tem metodologia desenvolvida pelo Centro de Estudos da Fundação Getúlio Vargas (GVCes), reconhece boas práticas corporativas para a sustentabilidade e tem o objetivo de estimular modelos inovadores no ambiente de negócios que favoreçam práticas socioambientais.