Senador Roberto Rocha quer mobilizar classe política para salvar a Bacia do Rio Itapecuru

Situação do rio é considerada grave, segundo especialistas ambientais.

As águas do rio Itapecuru pedem socorro. É o que diz um recente estudo de diagnóstico ambiental e sedimentológico apresentado nesta quarta-feira (16), ao senador Roberto Rocha (PSDB-MA). De acordo com a gerência de Meio Ambiente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), o rio apresenta seríssimos problemas ao longo dos seus 1.450 km de extensão, com pontos avançados de assoreamento e grandes retenções de sedimentos, começando desde a sua nascente, no Sul do Estado, cortando território de 55 municípios, até desaguar na Baía de São José, em São Luís.

Este minucioso estudo inédito foi viabilizado exclusivamente por meio de emenda parlamentar de 2016, do senador Roberto Rocha, no valor de R$ 2,2 milhões. Segundo a Codevasf, até hoje não há registros de recursos dessa natureza serem viabilizados por meio de ações de um parlamentar.

“O que ouvimos dos especialistas aqui é de que os rios do Maranhão estão se acabando. A minha intenção em continuar alocando recursos para estudos e pesquisas no Itapecuru e demais bacias para chamar atenção da classe política e conscientizar a população da necessidade de salvar os nossos rios, sob pena de secarem daqui a alguns anos. Sem água não há vida”, destacou.

Responsável pelo abastecimento de água de quase 70% da Ilha de São Luís, a bacia hidrográfica do Itapecuru apresenta, no mínimo, 67 pontos críticos de assoreamento, sendo seis localizados no Alto do Itapecuru, 15 no médio e 44 no Baixo Itapecuru — onde justamente se encontra uma aglomeração urbana maior. Segundo o estudo de diagnóstico ambiental, dois trechos urbanos mais críticos são entre Caixas e Codó, seguindo até Itapecuru-Mirim, onde foram encontrados fortes retentores de sedimentos na calha do rio.

Na avaliação do senador Roberto Rocha, “o problema das águas não está na agenda dos políticos porque isso não dá voto. Ninguém vai conseguir salvar o rio sozinho, mas é preciso mobilizar e criar a cultura do fazer. Quando um parlamentar começa a investir em projetos como este, ele pode ter uma chance de entrar na agenda política do parlamento”, disse.

REVITALIZAÇÃO É O CAMINHO

De acordo com a pesquisa, a agenda de revitalização da Bacia Hidrográfica possui 11 temas considerados prioritários, entre eles o de estruturação da governança da revitalização, implantação do saneamento básico, abastecimento de água urbana e rural, gestão de recursos hídricos e de resíduos sólidos, mobilização social, além de estruturação de banco de dados da bacia.

Banco do Nordeste destina R$ 153,7 milhões para plantios de algodão no Maranhão

Nos últimos cinco anos, o Banco do Nordeste financiou R$ 2,32 bilhões para o desenvolvimento da cultura do algodão na região Nordeste, distribuídos em 514 operações de crédito, com uma média de R$ 4,52 milhões por operação. A Bahia, maior produtor nordestino e segundo nacional, é o estado que mais recebeu recursos do BNB, cerca de R$ 2 bilhões, em 425 operações.

Tanto no cerrado quanto no semiárido, a Bahia supera, com grande diferença, a produção dos demais estados nordestinos, fato que justifica o grande direcionamento de recursos. Outros estados se destacam: Maranhão e Piauí receberam, respectivamente, R$ 153,7 milhões (6,6% do total) e R$ 150,6 milhões (6,5%), no período 2013-2017.

Segundo trabalho do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), área de pesquisas do BNB, as boas condições climáticas e o mercado aquecido são favoráveis para o aumento na produção em 2018.

A logística de exportação ainda é uma barreira a ser vencida, já que são longas as distâncias de transporte até o porto de Santos. Em novembro de 2017, contudo, os produtores de algodão da Bahia viabilizaram alternativa de exportação pelo porto de Salvador, a 900 quilômetros dos centros de produção baianos.

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Já foram enviadas, por exemplo, 200 toneladas de pluma à Turquia. Atualmente ocorrem dois embarques por semana, um para o Norte da Europa e outro para o Mar Mediterrâneo, de onde há conexões para diversos países da Ásia, Oriente Médio e Oceania.

De acordo com a pesquisa do Etene, há grande mobilização da cadeia produtiva em torno de agenda estratégica para tornar a cotonicultura ainda mais competitiva, principalmente via redução de custos de produção, redução dos custos de controle de pragas e doenças, ampliação do plantio direto, engenharia genética de sementes (geração e plantas mais produtivas e resistentes a agentes biológicos e estresses ambientais), avanços na tecnologia das máquinas agrícolas, uso de drones e veículos aéreos não tripulados para controle por imagem e aplicação localizada de produtos.

Produção no Maranhão – De acordo com o último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita de algodão no Maranhão deve atingir este ano 92,8 mil toneladas, um aumento de 5,3% na comparação com a safra 2016/17, que foi de 88,1 mil toneladas. Para atingir essa produção, foram plantados 22,3 mil hectares, menos 0,9% do plantio anterior, que foi de 22,5 mil, porém houve um aumento significativo na produtividade, que pulou de 3,915 mil quilos por hectare para 4,161 mil quilos por hectare.

Essa colheita vai resultar numa produção de 37,1 mil toneladas de plumas, 5,4% a mais que a de 2017, que foi de 35,2  mil toneladas. Já a produção de caroço de algodão será de 55,7 mil toneladas, 5,3% a mais que a anterior, que foi de 52,9 mil toneladas.

“Agrodiálogos” reúne centenas de produtores rurais na Região do Mearim

Dezenas de agricultores e familiares dos municípios de Poção de Pedras e Esperantinópolis participaram neste final de semana do projeto denominado: Seminários de Desenvolvimento da Agropecuária  do Maranhão pela Educação  (Agrodiálogos), promovidos pelo Senar em parceria com Sindicatos dos Produtores Rurais, prefeituras municipais, associações, além do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima).

Participaram dos eventos, o secretário municipal de Agricultura de Poção de Pedras, Matias da Silva – que representou o prefeito, Júnior Cascaria e outras lideranças politicas, principalmente do setor rural. Em Esperantinópolis estavam o prefeito Aluísio Carneiro Filho, o presidente da Câmara de Vereadores, Gilcemar Vieira e toda a diretoria do Sindicato dos Produtores Rurais do município.

Poção de Pedras e Esperantinópolis integram uma série de municípios que serão atendidos na programação que será realizada pelo Senar até o final do mês de junho, nas diversas regiões do estado.

O objetivo é favorecer o homem do campo por meio de palestras  sobre inovações tecnológicas, educação rural, empreendedorismo, formação profissional rural, assistência técnica, organização do setor rural e participação politica. Um investimento que renderá aos participantes, informações fundamentais para criar dinâmica no seu negócio.

Em Poção de Pedras a reunião foi precedida pela apresentação   do grupo cultural Cordão de Ouro (capoeira). Logo após a apresentação, foi proferida a palestra pelo consultor do Sebrae, Raoul Bidjeke, que tratou do tema Empreendedorismo, seguido do médico veterinário da Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Aged), Robert Barroso, que  falou sobre Defesa Sanitária Animal.

Entidade

Já em Esperantinópolis, os produtores presentes puderam ouvir, além das palestras proferidas na cidade vizinha, outras ministradas pelo superintendente do Senar, Luiz Figueirêdo, sobre as ações da entidade em favor do homem do campo. Atentos,  os produtores  interagiram com perguntas acerca dos serviços prestados ao setor e se manifestaram a favor de capacitações de acordo com a vocação de cada comunidade.

As apresentações foram reforçadas por interlocuções feitas pelo secretário-adjunto da Sagrima, Emerson Macedo e pelo ex-secretário Márcio Honaiser. Ambos convidados pelo Senar – teceram uma panorâmica sobre o processo de crescimento do setor produtivo após parceria firmada entre o Senar e o Governo do Estado, principalmente sobre a implementação do programa Mais Produção que atendeu 1.550 propriedades rurais, além de benefícios que favoreceram centenas de produtores da região. Honaiser exaltou o produtor maranhense e lembrou o crescimento do PIB maranhense calcado no agronegócio.

o ex-secretário da Sagrima, Márcio Honaiser, contribui, ressaltando sobre as ações efetivadas a favor do produtor rural.

“’Os Agrodiálogos são uma  grande oportunidade de dialogar com pequenos, médios e grandes produtores sobre os avanços do setor agropecuário e as demandas prioritárias para que a produção no Maranhão cresça ainda mais”, disse Márcio Honaiser, após palestrar na sede da Câmara Municipal de Esperantinópolis.

Émerson Macedo, classificou como um sucesso o trabalho desenvolvido pelo programa Agrodiálogos e garantiu ter sido uma ótima oportunidade de se discutir a agricultura e pecuária do estado, principalmente  nesses dois municípios.

Émerson Macedo, da Sagrima, se pronuncia em Poção de Pedras.

“Esse é um momento oportuno para que os órgãos que desenvolvem o setor produtivo no estado, compreendidos pela Sagrima, Senar, Faema e por todos os demais órgãos que fazem parte do setor da agricultura e pecuária, possam, a partir dessas discussões, estabelecer propostas concretas de soluções para os problemas prementes que envolvem as comunidades e os produtores rurais”, disse ele.

O presidente do sistema Faema/Senar encerrou a reunião naquela região destacando a história da entidade e ressaltando que o projeto Agrodiálogos tem a função de levar informações e conscientizar o produtor pela educação e produção.

Raimundo Coelho classificou o projeto como de grande importância para o setor rural. “Muitos produtores rurais prestigiaram as nossas reuniões  e tenho certeza de saíram daqui com muitas informações para o futuro das suas atividades rurais”, frisou Coelho.

Flávio Dino participa da abertura da 16ª Agrobalsas que debate a agricultura aliada às novas tecnologias

Buscar conhecimentos e novas tecnologias para desenvolver a produção agrícola com mais sustentabilidade e consciência ambiental. Este é o foco da 16ª edição da Agrobalsas, cuja abertura aconteceu nesta terça-feira (15), reunindo produtores, profissionais e empresários do agronegócio.
Com o tema ‘A Agricultura Sustentável na Era Digital’ a expectativa é receber cerca de 70 mil visitantes nos dias de evento. Organizado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Corredor de Exportação Norte (Fapcen) com apoio do Governo do Estado, a Agrobalsas prossegue até dia o 19, na Fazenda Sol Nascente, em Balsas.
O governador Flávio Dino marcou presença na abertura e destacou a importância da iniciativa como estímulo aos negócios no setor: “A Agrobalsas é um momento de comemoração, de consagração e de estímulo para que os produtores continuem essa história exitosa de associar a produtividade à tecnologia e esse ano traz esse tema relevantíssimo, que confirma o empreendedorismo dessa região”, pontuou.
O governador também agradeceu o empenho produtivo do setor, que garantiu a produção de riquezas para o estado.
“Trago uma mensagem de gratidão aos produtores do campo e de todos aqueles que ao longo desse ano de 2017, e comecinho de 2018, deram uma enorme contribuição para o fato de, pela primeira vez na história brasileira, o Maranhão ter sido o estado com maior Produto Interno Bruto (PIB), em grande parte por ter sido puxado pelo êxito da safra do ano passado e que vai se repetir esse ano”, completou.
Agrobalsas

O evento é tradição entre os produtores locais, considerada a maior feira de negócios do Maranhão e reconhecido nacionalmente por contribuir para o desenvolvimento do agronegócio.
“Balsas é uma cidade eminentemente agrícola, do agronegócio, e esta é a maior feira do agronegócio no Maranhão. Pessoas de todo o país estão aqui para fazer negócios, trocar experiências e esse momento é fundamental para alavancar o agronegócio do estado”, destacou o prefeito de Balas, Doutor Erik Augusto.
No conjunto de atividades, a Agrobalsas terá palestras sobre agricultura digital, oficinas, exposições e painéis; apresentação de tecnologia em máquinas e implementos; vitrines vivas com as principais espécies cultivadas na região; e atividades de turismo, cultura e esportes radicais. Para o presidente da Fapcen Paulo, Roberto Kreling, a expectativa é de superação.
“Nesta 16ª Agrobalsas pretendemos superar a anterior em 20% de faturamento, no ano passado atingimos R$ 450 milhões em vendas, mas este ano tivemos uma safra muito boa, além disso, teremos muitas tecnologias expostas aqui, no âmbito da agricultura digital, por isso temos a expectativa de superar a Agrobalsas 2017″, disse o presidente.
“2018 é ano para ficar para ficar na história, tivemos um recorde de produtividade e o Agrobalsas nesse ano vem buscar novas oportunidades para 2019 e começa a enxergar o que a tecnologia vem somar, para que consigamos aumentar a produtividade sem precisar desmatar, sem aumentar áreas de cultivo”, comentou o José Antônio Gorgen, proprietário do Grupo Risa.
As palestras relacionam agricultura e tecnologia por meio dos temas ‘Importância de irrigação para pequenos produtores’, ‘Registro de agroindústria familiar de pequeno porte e artesanal’, ‘Produção do Biofertilizante Verdão’ e ‘Tecnologia para cultivo sustentável de mandioca na Agricultura Familiar’, entre outros, que serão discutidos nos dias de evento. Nesta edição, são apresentados resultados de ações de Governo na área, como o Mais Produção e Agropolos.
As secretarias de Estado da Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima) e Agricultura Familiar (SAF), entre outras de referência, promovem atividades em espaços preparados para os agricultores, investidores e estudantes. Na programação, mostra de programas e iniciativas aos pequenos, médios e grandes produtores; distribuição de insumos do programa Mais Sementes e gincana ‘Tabuleiro Agrotóxicos’, de incentivo ao descarte adequado das embalagens de agrotóxicos.
A Secretaria de Cultura e Turismo (Sectur) e o Departamento Estadual de Trânsito do Maranhão (Detran-MA) também marcam presença na feira de negócios.
Logística

A Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) montou estande para apresentar o Porto do Itaqui como patrimônio público do Maranhão e do Brasil. O porto público contribui para o crescimento do estado, com atração de investimentos que geram emprego e renda ao longo de uma área de influência distribuída em mais de 20 milhões de hectares servidos por 55 mil quilômetros de rodovias estaduais e federais, além de conexões com importantes ferrovias.
“Estamos acompanhando a comitiva do governador Flávio Dino à Agrobalsas, que promove uma das principais regiões geradoras de carga para o Porto do Itaqui e para nós é de fundamental importância participar desse evento, voltado ao desenvolvimento do estado”, afirma o presidente da EMAP, Ted Lago. Ele afirmou ainda que “a região de Balsas teve um papel importante na retomada de crescimento do Maranhão, que no ano passado ficou bem acima da média nacional. Estar presente é uma maneira de prestigiar todo o segmento do agronegócio, que fortalece o nosso estado e cria oportunidades de emprego e geração de renda para as pessoas”.
Equipe EMAP estará disponível para falar sobre as vantagens competitivas, a eficiência multimodal, infraestrutura, principais cargas operadas, gestão ambiental e projetos de responsabilidade social. O visitante poderá levar para casa uma fotografia instantânea de sua visita ao estande.

Inova Maranhão: Startups são selecionadas para a segunda fase do programa

Flávio Dino – total apoio do governo

14 projetos voltados para a criação de soluções de base tecnológica e que  buscam   contribuir    para    o    desenvolvimento socioeconômico do Maranhão por meio da aplicação da inovação foram selecionados pelo Edital Nº 034/ 2017 para a segunda fase do Programa Inova Maranhão.

Apresentação das 14 startups selecionadas do programa Inova Maranhão. Ótimas perspectivas de soluções. Davi Telles, Nivaldo, Bira, Vanessa e Claudia.

A partir de agora as startups selecionadas passarão por um processo de aceleração e encubação de empresas. Durante dez meses os jovens empreendedores contarão com mentorias direcionadas ao  desenvolvimento de tecnologias e mercados específicos.

Com um acompanhamento em grupo e também individual, as startups vão aprender mais sobre modelo de negócios, marketing e vendas, plano de investimento etc.

Inova Maranhão
O Programa Inova Maranhão atua no fomento a criação de empresas de base tecnológica por intermédio de editais da FAPEMA e processos de pré-aceleração, aceleração e incubação de empresas.
Busca também o desenvolvimento de estudos e implantação de laboratórios com vistas à instalação de Parque Tecnológico do Maranhão.

Magazine Luiza emite locais de lojas na tv, apostando no “disse me disse” como estratégia de marketing

 

Demorou, mas chegou! O Magazine Luíza, uma das maiores redes de varejo do Brasil,  chegou hoje(10) em São Luís. São quatro lojas inauguradas na Capital(Cohab, João Paulo, Maiobão e Rua Grande).

 

A chegada da rede varejista  ao Maranhão trocou o seu famoso avatar “Magu”  pela  badaladíssima Taynara OG nos anúncios na tv.

 

A aposta foi acertada na maranhense. Ela é a  mais solicitada do Brasil para vender marcas e produtos nos anúncios de propaganda no momento.   A tática da agência de publicidade, que produziu a campanha,    foi não divulgar os locais das lojas na tv. Isso causa um “disse me disse” ainda maior entre os consumidores.

Thay é garota propaganda das grandes marcas mundiais no Brasil

No Maranhão foram investidos 20 milhões de reais com geração de 638 novos pontos de trabalho.

A empresa completou 60 anos no ano passado, tem mais de 800 lojas em 16 estados, tendo mais de 20 mil funcionários.

 

Projeto Agrodiálogos do Senar é desenvolvido no interior do Estado

O Seminário de Desenvolvimento da Agropecuária do Maranhão pela Educação será ministrado em todo o Estado

O presidente do sistema Faema/Senar, Raimundo Coelho, acaba de efetivar em vários municípios, o  projeto  Seminário de Desenvolvimento da Agropecuária do Maranhão pela Educação, denominado de  Agrodiálogos. Projeto este, que tem por finalidade atender o produtor rural e sua família, por meio de Encontros,  cujas bases estão fincadas em  informações tecnológicas, educação rural, empreendedorismo, educação sanitária, formação profissional rural, assistência técnica, organização do setor rural e participação política.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) visa com essa iniciativa, atender seu público-meta nas diversas regiões do Estado, por meio de entidades representativas do setor rural, envolvendo: produtores e trabalhadores rurais, professores e escolas familiares rurais, técnicos ligados ao setor rural, criadores do estado do Maranhão, pescadores pertencentes às Colônias e Sindicatos de Pescadores, dentre outros.

Produtores rurais em campo, recebendo o presidente do sistema Faema/Senar.

Coelho se reuniu com mobilizadores e palestrantes, além de representantes de entidades rurais com potencialidade para o desenvolvimento do projeto, nos municípios de  Chapadinha, São Mateus, São Benedito do Rio Preto, Santa Quitéria, Anapurus, Pirapemas, Caxias, Peritoró, Vitorino Freire, Altamira do Maranhão e Brejo de Areia. Com eles,  Coelho discutiu estratégias de execução do projeto ao tempo que articulou a sua realização na sede de cada município.

Projeto

O Agrodiálogos é um projeto do Senar e  tem como meta atender um total de 5.440 participantes nos 51 eventos que serão promovidos, considerando a mobilização de 100 participantes, em média, por seminário, que se propõe envolver os participantes como principais multiplicadores da plataforma onde a educação e a produção despontam  como metas prioritárias.

Para a realização desse projeto, o Senar conta com o apoio de diversas instituições ligadas ao setor agropecuário que auxiliarão na mobilização do Público alvo, cederão profissionais para participar dos eventos, enriquecerão as discussões e contribuirão, de modo geral para o fortalecimento das ações realizadas em prol do desenvolvimento do setor agropecuário maranhense.

“Esses seminários são intercursos de informações e diálogos sobre Agronegócios do Maranhão,  onde falaremos sobre temas cruciais para o setor agropecuário como, por exemplo: Inovação Tecnológica, Educação e Empreendedorismo,  Formação Profissional Rural e Promoção Social, e também, a importância das organizações rurais de modo a buscar acessibilidade às políticas públicas voltadas para o setor rural do Estado”, destacou ele entusiasmado com a iniciativa.

Imagem da Esperança – Vale reativa usina de pelotas em São Luís após investimentos de 104 milhões de dólares

A Vale retomou nesta sexta-feira (04) as operações da usina de pelotização em São Luís, com um evento que marcou o início do funcionamento dos sistemas de transportadores de correia e prensa da planta. O acionamento dos sistemas foi acompanhado pelo diretor-presidente, Fábio Schvartsman, e o governador Flávio Dino (PCdoB), além de outras autoridades municipais e estaduais.

A Vale decidiu retomar a operação da usina em 2017, quando foram iniciados os estudos de viabilidade da planta. “O mercado apresenta-se numa condição favorável de demanda, abrindo oportunidade para o aumento de produção de pelotas. Por esta razão, a Vale decidiu retomar a operação devido a sua proximidade aos projetos de expansão da Vale na região”, explica o diretor de Pelotização da Vale, Cláudio Alves.

A unidade, que teve suas atividades paralisadas em 2012, tem capacidade anual de produção de 7,5 milhões de toneladas. Com a retomada, serão gerados 370 postos de trabalho, entre próprios e terceiros, em áreas técnicas como mecânica, elétrica, eletroeletrônica, eletrotécnica, metalurgia, química e eletrônica. A usina conta com aproximadamente 59 fornecedores no processo de revitalização, dos quais 40% são formados por empresas maranhenses.

Fábio Schvartsman e Flávio Dino acionam os sistemas de transportadores de correia e prensa da usina de pelotização da Vale em São Luís

Localizada na área Itaqui-Bacanga, próxima ao Boqueirão, a pelotizadora de São Luís é a primeira da empresa construída pela Vale no Maranhão. Foi inaugurada em 26 de março de 2002, um investimento na época de US$ 408 milhões que gerou 2.500 empregos diretos e indiretos em sua construção.

Em 2007, a unidade atingiu seu pico máximo de produção: 7,05 milhões de toneladas. Para a renovação da planta foram investidos US$ 104,5 milhões.

Entre os investimentos realizados para a retomada da usina, e como parte das etapas de controle ambiental, destaca-se a instalação de medidores de gases nas chaminés, que permitirão o monitoramento e controle das emissões de gases gerados durante o processo, com o objetivo de atuar de forma rápida e preventiva. Depois de prontas, as pelotas recebem supressores de pó, uma camada de proteção formada por um composto de glicerina e água para dificultar o desprendimento de pó causado pela força do vento ou durante a movimentação das pelotas.

Resultado de imagem para usina de pelotas da Vale

Produção de pelotas – Pelotas são pequenas bolinhas de minério de ferro usadas na fabricação do aço e consideradas um produto de altíssimo valor agregado por proporcionar maior produtividade nas usinas siderúrgicas. Elas são feitas com uma tecnologia de processamento térmico que utiliza os finos gerados durante a extração do minério. Para se chegar à pelota, o minério de ferro é misturado ao calcário, bentonita e antracito, um tipo de combustível sólido, além de outros insumos.

Para a produção de 1 tonelada de pelotas são necessários 990 kg de minério de ferro. Pontes, carros, aviões, bicicletas, eletrodomésticos e grande parte dos produtos que utilizamos em nosso dia a dia são feitos a partir do aço produzido nas siderúrgicas.

A produção de pelotas em São Luís será feita com o minério de ferro das minas de Carajás, considerado de alto valor de pureza devido a maior concentração de ferro. O embarque do produto será feito pelo Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, líder no ranking de movimentação de carga do país entre os portos privados. No total, a Vale possui 11 usinas de pelotização no Brasil, sendo 10 no Sistema Sul – oito no Espírito Santo e duas em Minas Gerais – e uma em São Luís.

SEMA realiza audiência pública para a criação do Pré-Comitê da Bacia do Rio Itapecuru

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMA) realizou, na última quinta-feira (26), a segunda audiência pública para a criação do Pré-Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Itapecuru, no município de Caxias/MA. O momento teve a participação de representantes do poder público, empresariado e sociedade civil dos municípios do entorno da cidade, que fazem parte da Bacia.

A ocasião oportunizou a discussão sobre a bacia hidrográfica do Rio Itapecuru e seu contexto na Política Estadual de Recursos Hídricos, permitindo um espaço de ampla discussão entre os três setores da sociedade que compõe a região.

“A criação dos Comitês favorece a gestão participativa e eficaz das bacias, possibilitando a elaboração de políticas de conservação e uso sustentável, em médio e longo prazo, do plano de gestão das bacias com participação dos usuários, entre outras medidas”, disse o Secretário de Estado de Meio Ambiente e Recurso Naturais, Marcelo Coelho.

A terceira audiência para a criação do Pré-Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Itapecuru ocorrerá no município de Colinas ainda neste mês.

 

Rio Itapecuru

A Bacia Hidrográfica do Rio Itapecuru possui 1.450 quilômetros de extensão que percorrem todo o estado do Maranhão, dividindo-se em alto, médio e baixo Itapecuru e abastecendo as 57 cidades situadas em seu leito e a capital São Luís.

 

Comitês de Bacia

 

Os comitês de bacia hidrográfica são órgãos que consolidam a descentralização da gestão, sendo constituídos por três setores da sociedade e tendo como unidade de gerenciamento abacia hidrográfica. São instâncias colegiadas cujos membros exercem a função de um parlamento das águas, pois tomam decisões sobre questões referentes à bacia, tendo como principais competências aprovar o Plano de Recursos Hídricos da Bacia, dirimir conflitos pelo uso da água, estabelecer mecanismos e sugerir os valores da cobrança pelo uso da água, entre outras funções.

O Maranhão atualmente possui 12 bacias hidrográficas, que o torna privilegiado na oferta desse recurso. O Estado possui os comitês dos rios Munim e Mearim já instituídos e em andamento, além do Rio Itapecuru, os dos rios Balsas, Preguiças e Parnaíba. Este último em parceria com os estados do Piauí e Ceará.

Frente Parlamentar da Pesca cria grupo de trabalho para criar plano pró-aquicultura

Blog do Varão

O presidente da Frente Parlamentar da Pesca, deputado Júnior Verde (PRB), coordenou nesta semana, na Assembleia Legislativa, reunião técnica para discutir a pesca e a aquicultura no Maranhão. O objetivo foi debater a situação desses setores produtivos no Estado, visando constituir um plano de ações integradas que alavanque o desenvolvimento de ambas atividades.

Participaram da reunião representantes da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Pesca do Maranhão (Sagrima), da Agência de Defesa Agropecuária, (Aged), da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf), professores do curso de Engenharia de Pesca da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), técnicos do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresa (Sebrae), o presidente da Federação das Associações de Piscicultores do Maranhão, Antônio Furtado (Louro), e o presidente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural e da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Maranhão (Faema), Raimundo Coelho.

“Articulamos essa reunião porque entendemos que esse setor produtivo está carente de uma ação integrada de órgãos e entidades envolvidos com o seu desenvolvimento. Temos muitas ações interessantes nesse setor, mas isoladas e incapazes de se multiplicar devido a uma série de obstáculos, entre eles, a falta de recursos. Agora, a Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca (SEAP) vai voltar a ter status de Ministério e poder investir no setor, mas, para tanto, precisamos de bons projetos e de um plano de ações integradas para o setor”, esclareceu Júnior Verde ao abrir a reunião.

Diagnóstico do setor da Pesca e Aquicultura

Segundo José de Ribamar Rodrigues Pereira, assessor especial da Sagrima, falta mais organização dos atores que atuam no setor e recursos financeiros. “É fundamental a reativação da Câmara Setorial de Aquicultura e Pesca do Maranhão para aprofundarmos o debate sobre as ações nesse setor. O potencial do Maranhão no setor de Aquicultura é imenso, mas falta um plano de ação que envolva todos os atores que atuam no setor”, salientou.

Para Raimundo Coelho, o setor produtivo do Maranhão enfrenta quatro grandes gargalos. São eles: falta de regularização fundiária, licenciamento ambiental, outorga d’água e falta de conhecimento tecnológico dos produtores. “Temos que planejar ações que superem esses gargalos. A experiência do Senar no desenvolvimento das cadeias produtivas da piscicultura, leite, arroz e hortfrut pode ajudar. Estamos à disposição”, acrescentou.

Por sua vez, o engenheiro de pesca William da Silva Sousa, chefe da Unidade de Desenvolvimento Territorial da CODEVASF, identificou três problemas que entravam o desenvolvimento do setor de pesca e aquicultura. “A falta de organização das comunidades (predomina o individualismo em detrimento do coletivo), a falta de assistência técnica e falta de adequação da regularização ambiental.

Já José Ribamar Lopes Costa, engenheiro de pesca e coordenador do programa de Sanidade Pesqueira e Aquicultura do Maranhão da Aged, o maior problema é a falta de recursos. “Estamos em fase de conclusão do cadastramento dos apicultores do Estado do Maranhão. Estamos tolhidos de avançar devido à falta de orçamento”, salientou.

O Sebrae aponta a dificuldade de se conseguir a licença ambiental, a outorga d’água e, ainda, a falta de unidades de processamento dos produtos da pesca e aquicultura como entraves que desestimulam o desenvolvimento do setor. “No campo da piscicultura, enquanto não se resolve a questão legal, vamos focar na genética, tecnologia e acesso ao mercado”, afirmou Larissa Leite Fernandes, coordenadora de Estudos de Agronegócios e Desenvolvimento Territorial.

O piscicultor Antonio Costa, conhecido por Louro, disse que falta apoio do governo para os piscicultores. Temos um arcabouço jurídico, mas falta efetividade das ações governamentais. “O Maranhão tem que adequar as ações de políticas públicas do setor para a nossa realidade. A piscicultura maranhense é de caráter familiar. Essa realidade tem que ser considerada”, observou.

O professor da Uema, Jadson Pinheiro Santos, defendeu um processo de capacitação permanente dos produtores. “A academia pode se inserir nessa rede de atores comprometidos com o setor de Aquicultura com a pesquisa e a capacitação dos produtores”, argumentou.

Avaliação

Para Raimundo Coelho, é sempre muito bom quando um parlamentar assume a liderança de debater e propor ações nas políticas públicas que envolvem o setor produtivo. “Saio satisfeito, enriquecido e esperançoso desse importante debate. Com a execução dos encaminhamentos aprovados, tenho certeza que vamos melhorar o setor produtivo do Maranhão, principalmente a Aquicultura, na qual nosso estado tem um imenso potencial de produção. O Senar e a Faema têm muito com o que contribuir, e vamos nos inserir no processo”, avaliou.

Encaminhamentos

Ao final, foram aprovados os seguintes encaminhamentos: a) Criação de Grupo de Trabalho para elaborar um plano de ação integrada para desenvolver a aquicultura no Maranhão, focado em questões como licenciamento ambiental e outorga d’água, assistência técnica, regularização fundiária, melhorias da tributação, comercialização e banco de dados; b) Realização de um Seminário Regional de Piscicultura, em Santa Inês, ainda este ano; c) Elaboração de um Termo de Cooperação dos órgãos e entidades envolvidas na elaboração e execução do plano de ações integradas de desenvolvimento da aquicultura no Maranhão.