“A insegurança jurídica atrapalha o ambiente de negócios e a burocracia no licenciamento ambiental”, diz em entrevista o presidente da Fiema

NEGÓCIOS

 

ENTREVISTA: EDILSON BALDEZ

População não aceita mais desmandos

 

Em entrevista exclusiva ao jornal O Imparcial, o presidente da Fiema, Edilson Baldez, fala sobre expectativas da indústria no estado e a resposta do povo nas urnas em 2018

 

RAIMUNDO BORGES

DIRETOR DE REDAÇÃO

 

O rosariense Edilson Baldez das Neves, de 71 anos, reeleito duas vezes presidente da Federação das Indústrias do Maranhão e vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), começa o ano de 2019 e o 3o mandato à frente da Fiema. Por coincidência, o país vive a renovação na Presidência, nas casas do Congresso Nacional e o Maranhão ingressa no segundo mandato do governo Flávio Dino, filiado ao PCdoB deixando para trás uma história de 50 anos de mandonismo do grupo Sarney.

 

O mesmo estilo conciliador que adota na entidade dos industriais, Baldez estende na relação institucional com governantes e políticos. Nesse universo de contradições e também convergência, ele se mostra otimista quanto à condução do país por Jair Bolsonaro, quanto o Maranhão por Flávio Dino. Sobre essa dicotomia entre os dois governantes, Baldez reconhece que “as dificuldades existem para serem superadas”. Acredita que o novo presidente vai cumprir a promessa de dar prioridade à geração de emprego, fazendo o setor industrial – principalmente a construção civil – retomar o ritmo acelerado de antes.

 

Foi nesse clima de expectativas, em que ele abomina o pessimismo e a possibilidade de prolongamento da crise, que Edison Baldez recebeu O Imparcial para a entrevista exclusiva. Ele analisa as eleições de 2018: “O que as umas mostraram, em outubro último, foi que a população não mais aguentava os desmandos”.

 

O Imparcial – Como se encontra hoje o setor industrial do Maranhão? A crise o afetou em qual dimensão?

 

Edilson Baldez – A crise afetou sim a indústria, como, aliás, atingiu todos os segmentos econômicos. Por exemplo, a Construção Civil, a que mais emprega foi afetada, desde as pequenas até as grandes empresas. Os grandes projetos que estavam se instalando no Maranhão deram uma parada, na expectativa do que pode ser feito a partir deste ano.

 

O Imparcial – O senhor, quando fala em construção civil, se refere aos projetos habitacionais do Minha Casa, Minha Vida, que realmente deram uma desaceleração? Ou também dos outros de infraestrutura?

 

Edilson Baldez – No Minha Casa, Minha Vida, sim. Como o Maranhão é dos estados com maior déficit habitacional, a desaceleração do programa afeta de uma vez só o emprego na área que mais emprega e a moradia popular. É um prejuízo dobrado. Por outro lado, temos grandes investimentos na área da indústria de transformação que são importantes, mas passaram a andar muito devagar. Isso é preocupante.

 

O Imparcial – Em que situação se encontram os projetos trazidos pelos chineses para o Maranhão, como a construção do Porto São Luís e da siderúrgica em Bacaheira?

 

Edilson Baldez – O caso do porto é emblemático. Existem algumas amarras sobre o projeto, que diria até fabricadas, com as de caráter social, com informações distorcidas segundo as quais, os moradores seria prejudicados. Mesmo sendo de relevância significativa para o desenvolvimento do Maranhão, porém, por trás das reclamações sociais, muitas até fabricadas, existem também politicagem de alguns setores que não pensam em favor do Estado. Isso prejudicou o andamento das obras. No fim do ano passado fizemos uma visita às obras e constatamos que a área está desafetada, em condições de prosseguir. É um projeto extremamente importante para São Luís e para o Maranhão. No caso da siderúrgica, as obras também deram uma desaceleração em razão do mercado internacional, onde o preço do ferro caiu muito e levou os investidores a aguardarem o melhor momento para retomar o ritmo mais dinâmico da construção.

 

Expectativa de crescimento na indústria

 

O Imparcial – O senhor, como liderança empresarial no setor industrial, acha que o esfriamento do entusiasmo inicial dos chineses pelos projetos no Maranhão tem algo a ver com a mudança no governo, com Jair Bolsonaro, que não nutre simpatia pela China, que é comunista e o governo é anticomunista?

 

Edilson Baldez – Não, não vejo isso. Acho que uma coisa não tem nada a ver com a outra, o que está à frente de tudo é o capital, que pode ser chinês, pode ser americano. O capital não tem pátria, nem ideologia, os investidores o aplicam onde houve possibilidade de ganho. E assim que o capitalismo opera. Portanto, não vejo como essa questão ideológica venha prejudicar os projetos do Maranhão. Afinal, todas as regras no âmbito nacional que precisavam de solução, já foram consolidadas com o governo anterior. Acho que o real entrave é no âmbito internacional, o preço do ferro, que está muito baixo, mas isso é questão de conjuntura, que esperamos mude logo. Os investimentos no Maranhão estão assegurados e agora é só uma questão de momento para as obras serem tocadas.

 

O Imparcial – Quais são as expectativas do setor industrial sobre esse começo de governo Bolsonaro?

 

Edilson Baldez – São muitas boas. A construção civil, que falei anteriormente, é a primeira delas. Bolsonaro sabe que temos 13 milhões de desempregados para debelar esse sofrimento, a construção civil é o caminho inicial. Tocar muitas obras paralisadas e abrir novas frentes.

 

O Imparcial – Qual é o nível de relação do empresariado da indústria com o governador Flávio Dino, em razão de ele ser filiado ao PCdoB?

 

Edilson Baldez – É bom o relacionamento do empresariado maranhense com o governo do Estado, que vem desde os primeiros dias da administração Flávio Dino, quando, por demanda da classe produtiva, ele criou o Conselho Empresarial do Maranhão – CEMA. Isto independe de partido político, porque a bandeira política da FIEMA é a defesa de interesses da indústria maranhense. Este é o foco de nosso trabalho.

 

O Imparcial  – Há parceria sustentável entre o Palácio dos Leões e o setor empresarial?

 

Edilson Baldez – A própria composição do Conselho Empresarial do Maranhão garante assento a todos os segmentos através das entidades de classe. Isso mostra o grau de aproximação com o governo. Independentemente do CEMA algumas iniciativas do governo do estado, principalmente por meio da Secretaria de Indústria, Comércio e Energia têm sido conduzidas em parceria. E o reconhecimento de que, isoladamente, nem governo, nem empresários podem resolver alguns problemas sozinhos. Alguns projetos, por sua própria natureza, demanda uma atuação em parceria, da qual devem resultar benefícios para toda sociedade maranhense.

 

O Imparcial  – Quais são os fatos, no seu entendimento, que travam o desenvolvimento do Maranhão a ponto de torna-lo o estado mais pobre da federação?

 

Edilson Baldez – O desenvolvimento do Maranhão é um processo e por isso mesmo ele não se realiza em um período de governo, assim como o não-desenvolvimento decorre de acúmulos de deficiências que precisam ser entendidas, equacionadas e superadas. Muitos desses obstáculos persistem, a exemplo da nossa infraestrutura de transportes e logística; da baixa qualidade da nossa educação que não tem preparado mão de obra em condições de atenderem as demandas do sistema produtivo; o baixo padrão tecnológico, da grande maioria das nossas empresas, fruto em certa extensão dos reduzidos investimentos em pesquisa. E ainda há a insegurança jurídica que atrapalha o ambiente de negócios e a burocracia no licenciamento ambiental.

 

O Imparcial – O fato de Flávio Dino ser do PCdoB e o presidente Jair Bolsonaro ser carimbado como de extrema-direita, pode travar a relação institucional entre Brasília e o Palácio dos Leões?

 

Edilson Baldez – Não acredito nisso. O Governador Flávio Dino tem dito que é governador de todos os maranhenses, e o Presidente Jair Bolsonaro, já na sua posse, disse que governaria para todos os brasileiros, independentemente de partido, cor, sexo ou religião. Na democracia, os interesses coletivos estão acima dos individuais, particulares ou de vaidades pessoais. O governo federal está anunciando ações para o Nordeste, região em que Bolsonaro foi menos votado. Então, não há barreira partidário-ideológica.

 

O Imparcial – O senhor está otimista com as mudanças trazidas pelas urnas para o Congresso e o governo Bolsonaro?

 

Edilson Baldez – Sempre o lado otimista. Pois entendo que as dificuldades existem para serem superadas; Isto vale no campo pessoal quanto no ambiente de gestão de negócios. O que as urnas mostraram, em outubro último, foi que a população não mais aguentava os desmandos, a corrupção, o desgoverno, a prática política viciada no tempo. As mudanças no Congresso são espelho disso e acredito que mudanças mais expressivas ainda virão com a aprovação das reformas estruturais necessárias ao crescimento econômico e desenvolvimento social do país, principalmente as reformas da previdência, tributária, na segurança e na educação e desenvolvimento científico-tecnológico. O desenvolvimento do Maranhão não pode ficar preso a um “desenvolvimento visto pelo retrovisor”. Eu acredito no futuro e precisamos ter gerações futuristas.

Sebrae apoia criação da Instância de Governança do turismo no polo Floresta dos Guarás

Secretários, coordenadores municipais, agentes de desenvolvimento e líderes da região do litoral ocidental maranhense, ligados ao segmento do turismo de 07 municípios da região (Guimarães, Mirinzal, Bequimão, Central do Maranhão, Cururupu, Porto Rico e Cedral), estiveram reunidos na manhã da última terça-feira (05), na cidade de Mirinzal, para discutir a criação da Instância de Governança do Turismo no Polo Floresta dos Guarás. O Sebrae participou das discursões, representando pela gerente regional da instituição em Pinheiro, Graça Fernandes.

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Sebrae capacita 2 mil jovens de escolas municipais do litoral ocidental maranhense

Estimular desde cedo os princípios do empreendedorismo em crianças e adolescentes é uma estratégia valiosa para construir jovens e adultos que saibam administrar um negócio e encontrar soluções para gerenciar problemas cotidianos.

 

Diante dessa perspectiva, o Sebrae Maranhão tem trabalhado no desenvolvimento de propostas para esse público, por meio do projeto Jovens Empreendedores Primeiros Passos (JEPP), com o objetivo de qualificar jovens empreendedores no incentivo ao espírito empreendedor e na orientação para os negócios dessa nova geração.

 

Com a proposta de fortalecer esse projeto, a Unidade do Sebrae em Pinheiro tem criado formas e estratégias de articulação junto aos gestores das 25 prefeituras dos município atendidos pela unidade regional, com o propósito de motivar a implantação do JEPP nas escolas da rede municipal.

 

No ano de 2018, esse trabalho refletiu em mais de 2.200 alunos de sete escolas da rede municipal, beneficiados com o programa nos municípios de Alcântara, Bequimão, Guimarães e Mirinzal, envolvendo 120 professores capacitados com a metodologia.

 

Ao final de cada edição do programa, acontece uma feira com o objetivo de colocar em prática os ensinamentos compartilhados pelos professores sem sala de aula. Para os alunos, é um momento de relacionamento que reúne professores, familiares e a comunidade de cada município e uma oportunidade de ativar os princípios empreendedores.

 

Como avaliou o aluno Héllyo Pereira, 08 anos, da Escola Municipal Barão de Grajaú, no município de Alcântara, que se sentiu motivado com tudo que aprendeu. “Fez com que eu sentisse vontade de ir para a escola. Gosto das atividades e confecção dos brinquedos que fazemos na sala de aula”, disse ele.

 

No total estima-se ter participado mais de 5 mil visitantes das feiras JEPP em 2018 e com um movimento de venda num total de R$ 700,00 (setecentos reais) por feira. O que contabilizou um volume de vendas em torno de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) destinados à realização de atividades de lazer com os estudantes das escolas.

 

Para Jucelina Rodrigues, diretora da Unidade Escolar Benedita Gusmão Moraes do município de Bequimão, durante a aplicação do programa, houve uma transformação e entusiasmo de todo o corpo docente e discente da escola.

 

“Creio que houve um total envolvimento dos professores e percebo o quanto houve motivação dos alunos nos dias que aplicamos o JEPP na escola. É perceptível o entusiasmo e o desenvolvimento dos alunos, não só para as atividades do projeto, como também para aulas de outras disciplinas”. Tudo mudou por aqui”, analisou a diretora.

 

Para 2019, a estimativa é que mais de 10 cidades do Litoral Ocidental Maranhense participem do programa em suas escolas, segundo informou a gerente regional da unidade do Sebrae em Pinheiro, Graça Fernandes.

 

‘’ Nosso propósito é dar continuidade na articulação junto com as prefeituras dos municípios que atendemos, e assim motivar os gestores na implantação deste riquíssimo projeto. Já temos confirmadas mais de dez prefeituras que expressaram sua vontade em estabelecer a metodologia em suas escolas, isso muito nos alegra’’, disse Fernandes.

 

O QUE É O JEPP

O JEPP visa fomentar a educação e a cultura empreendedora. O curso procura apresentar práticas de aprendizagem, considerando a autonomia do aluno para aprender, além de favorecer o desenvolvimento de atributos e atitudes necessárias para a gestão da própria vida.

O programa apresenta dois eixos centrais: estímulo ao comportamento empreendedor e orientação para o plano de negócios, com aprofundamento gradual; além de quatro temas transversais: cultura da cooperação e da inovação, ecosustentabilidade, ética e cidadania.

A metodologia do JEPP é vivencial e semi-aberta e proporciona à escola e aos professores a oportunidade e liberdade de fazer adequações do tema, de forma a contextualizar eficazmente o curso à realidade local e dos alunos.

Prefeito Erlânio Xavier – Igarapé Grande recebe kit de irrigação do Governo

O prefeito Erlânio Xavier(PDT) esteve presente na cerimônia de entrega de equipamentos agrícolas pelo governo do Estado, na manhã desta terça-feira (22) e foi muito bem acolhido pelos prefeitos e prefeitas presentes à solenidade no Palácio Henrique de La Rocque. “É muito bom receber o carinho e a confiança dos amigos que querem uma FAMEM mais municipalista e que estão acreditando que vamos ser vitoriosos nesta eleição”, afirmou Erlânio.
Na ocasião, o governador assinou os termos de cooperação técnica formalizando a entrega dos equipamentos. Flávio Dino pontuou a importância em manter e fortalecer a ação parceria com as prefeituras e instituições da produção. “O governador Flávio Dino já nos ajudou com Kit agrícola, trator e kit de pesca. Agora estamos recebendo kit para irrigação”, completou o prefeito.
Participaram ainda do evento, o senador Weverton Rocha(PDT); os deputados federais Márcio Jerry e Junior Marreca; o deputado estadual Adelmo Soares; o vereador Pedro Lucas; o secretário de Estado de Igualdade Racial (Seir), Gerson Pinheiro; o presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem) e prefeito de Tuntum, Cleomar Tema; a presidente do Sindicato de Pescadores e Marisqueiras da Grande Ilha – São Luís, Maria de Fátima Silva; e o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae, Raimundo Carvalho.

Raimundo Coelho assume presidência do Sebrae com a promessa de fortalecimento das MPEs

O empresário Raimundo Coelho, presidente da Federação da Agricultura (Faema), foi empossado nesta quinta-feira (17) no cargo de presidente do Conselho Deliberativo do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Maranhão (Sebrae-MA). Em seu discurso, fez um apelo à classe política, ali representada pelo senador eleito Weverton Rocha (PDT), pelo deputado estadual eleito Márcio Honaiser (PDT) e pelo prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) para que deem uma atenção maior aos micro e pequenos empresários.

Ao lembrar de sua origem rural, Coelho disse que ele tem o destemor para o trabalho de um homem da roça, que sabe enfrentar os grandes desafios sem nunca perder a esperança para continuar investindo. Com esta mesma determinação, pretende ditar os rumos do Sebrae-MA para que possa atender melhor as micro e pequenas empresas.

Raimundo Coelho disse que chega ao Sebrae com um currículo recheado de experiências vividas em diversos setores, pois como gestor público foi prefeito de Fortuna e secretário-adjunto de Agricultura, e como empresário, além dos próprios negócios, é dirigente do Sistema Federação da Agricultura, que tem o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) como órgão vinculado.

Diante desta experiência, diz estar preparado para atender às MPEs de todos os segmentos produtivos, sejam rurais ou urbanas, para que encontrem espaços para sd expedirem e possam contribuir com o desenvolvimento social e econômico do estado.

Ele frisou ainda que sua diretoria técnica – Albertino Leal (superintendente), Mauro Bordalo (técnico) e Rachel Jordão (administrativo financeiro) – está comprometida com esta causa, até porque os três têm vários anos de atuação no órgão, sendo, portanto, profundos conhecedores de sua política.

Despedida – No discurso de despedida, Edilson Baldez, que anunciou seu afastamento do Condel, lembrou das realizações dos últimos quatro anos, destacando a reabertura do Multicenter Sebrae, que estava fechado há mais de dez anos. Disse ainda que a agência de São Luís foi modernizada e passou a atender num espaço mais estratégico, no bairro do Cohafuma.

Baldez disse ainda que está deixando um orçamento de R$ 2,5 milhões para ser gerido pela nova gestão, dinheiro que é resultado tanto da contenção de gastos quanto dos serviços remunerados.

Sebrae – O Sebrae é uma entidade civil sem fins lucrativos, criada pela Lei 8.029/90 e Decreto 99.570/90, mantida por repasses das maiores empresas do país, proporcionais ao valor de suas folhas de pagamento. O Sebrae é formado por uma unidade central – Sebrae Nacional – e por unidades operacionais localizadas em cada estado da federação e no Distrito Federal.

O Sebrae no Maranhão busca por meio de parcerias com os setores público e privado, fortalecer o empreendedorismo no Estado e promover o desenvolvimento dos pequenos negócios.

As soluções oferecidas pelo Sebrae no Maranhão atendem desde o empreendedor que pretende abrir seu primeiro negócio até pequenas empresas que já estão consolidadas e buscam maior eficiência e crescimento no mercado.

Maranhão Hoje

Deputados discutem demandas do setor produtivo em encontro na Fiema

Deputados estaduais eleitos e reeleitos reuniram-se, nesta segunda-feira 17, com representantes da classe empresarial, para discutir demandas do setor produtivo no Maranhão. O encontro aconteceu na sede da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema), a convite do presidente do Sistema Fiema, Edilson Baldez, e do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB).

O encontro teve como objetivo aproximar a classe política da classe empresarial, propondo uma discussão conjunta sobre os melhores caminhos para promover o desenvolvimento do estado, a partir de iniciativas que incentivem a geração de emprego e renda.

Ao fazer uso da palavra, o presidente da Assembleia Legislativa ressaltou a importância do encontro, além da relação harmônica e respeitosa que a classe empresarial tem com o Parlamento. Ele pontuou, ainda, que é preciso conhecer a realidade econômica do estado, para que o Maranhão cresça de forma justa e com distribuição de renda.

“É um momento importante, para que os deputados possam conhecer mais detalhes da economia do Maranhão e, ao mesmo tempo, discutir alguns impasses que atrasam um pouco investimentos importantes para o estado. Então, é um momento rico, onde podemos discutir e já sinalizar soluções, que algumas delas passam pela Assembleia Legislativa”, assinalou Othelino Neto.

“Não podemos apenas ter uma relação mais próxima com o Poder Executivo, pois o Legislativo sente as necessidades da população. Então, essa é uma das oportunidades, dentre as muitas que virão ainda, para que possamos discutir os assuntos que são de interesse para o desenvolvimento do nosso estado”, completou Edilson Baldez.

Na ocasião foram apresentadas demandas do setor, como a questão dos licenciamentos ambientais, a conclusão das obras de duplicação da BR-135, a conclusão do zoneamento econômico-ecológico, o Plano Diretor de São Luís, entre outros itens, apontados pela classe empresarial como entraves para o desenvolvimento do Maranhão.

 

“Precisamos que os parlamentares ajudem a classe empresarial e a população a melhorar o estado, para que possamos trazer mais empresas, mais indústrias para o Maranhão e, assim, gerar mais emprego para a nossa população”, afirmou Cláudio Azevedo, vice-presidente da Fiema.

Segundo destacou o deputado estadual eleito Yglésio Moyses (PDT), a indústria no Maranhão responde por 20% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado e, por isso, qualquer iniciativa que vise aquecer a economia é fundamental. “Uma iniciativa que una os empresários da indústria, no sentido de direcionar as políticas públicas para que essa indústria seja incentivada, aquecendo a atividade econômica, com certeza vai fortalecer essa distribuição de renda que esperamos tanto”, disse.

Sebrae Maranhão lança pedra fundamental da sua nova unidade regional em Pinheiro

O Sebrae Maranhão lançou nesta quinta-feira (13) a pedra fundamental da nova unidade regional que será construída em Pinheiro, na Baixada Maranhense. Empresários, políticos, vereadores, prefeitos da região, e outros representantes do poder público, de associações, sindicatos e do sistema “S”, prestigiaram o evento que contou ainda com a presença do diretor superintendente do Sebrae Maranhão, João Martins, do presidente eleito do Conselho Deliberativo da instituição para o quadriênio 2019-2022, Raimundo Coelho, e seu vice-presidente eleito, Celso Gonçalo, além do prefeito de Pinheiro João Luciano e seu vice-prefeito, Stelio Cordeiro, do presidente da Câmara Municipal, Vereador Elizeu de Tantam e da Deputada Estadual eleita Thaiza Hortegal, entre outras autoridades.

Em seu discurso o diretor superintendente, João Martins, destacou que o lançamento da pedra fundamental, reforça o compromisso do Sebrae com o estado do Maranhão, especialmente nesta região, onde a instituição atende milhares de clientes com ações, programas e eventos voltados para a promoção do desenvolvimento dos pequenos negócios locais.
“Temos absoluta certeza que o trabalho realizado até aqui, apesar dos resultados extremamente significativos e relevantes para os pequenos negócios locais, pode e deve ser exponencialmente ampliado, acompanhando o potencial produtivo e empreendedor desta região, que tem vocação para as mais diversas atividades, desde o comércio varejista aos negócios rurais, passando pelo turismo. Nos próximos anos essa região tem muito a crescer e a empreender, e nós, do Sebrae, estamos prontos para apoiar e acompanhar as micro e pequenas empresas nesta caminhada”, destacou Martins.
A instituição atua há mais de 20 anos no município, atendendo micro e pequenas empresas dos 25 municípios que compõem a regional. A doação do terreno onde a unidade será construída foi um projeto de iniciativa da Prefeitura de Pinheiro, que recebeu aprovação por unanimidade da Câmara de Vereadores. Em seu discurso, o prefeito municipal, João Luciano, destacou a importância da parceria entre o Sebrae e a Prefeitura de Pinheiro.
“Um município próspero é feito por meio de parcerias e buscando em instituições como o Sebrae a construção de momentos como este, que além de marcar a construção física da nova sede da instituição, marca também a reafirmação da parceria que existe e irá continuar sólida entre o município e a instituição”, disse João Luciano, em seu discurso.
Para o vereador e presidente do poder legislativo de Pinheiro, Elizeu de Tantan, a cidade de Pinheiro e a região só tem a ganhar com a construção da nova sede do Sebrae no município.
“Temos absoluta certeza de que este momento marca uma importante conquista para a nossa cidade. Ganhar uma sede regional do Sebrae é ter certeza de
que a instituição permanecerá aqui nos ajudando a desenvolver a princesa da baixada” disse Elizeu.
Todos os 15 vereadores que votaram pela aprovação do projeto, o prefeito de Pinheiro, João Luciano e o vice-prefeito, Stelio Cordeiro receberam do Sebrae Maranhão uma placa em agradecimento aos trabalhos em prol do empreendedorismo na região.
O presidente eleito do Conselho Deliberativo do Sebrae Maranhão, Raimundo Coelho, aproveitou o seu discurso para afirmar que “Estamos aqui para assumir um compromisso que brevemente cumpriremos: o de entregar à região uma sede mais moderna, confortável e adequada para atender as necessidades de todos os empreendedores e parceiros que nos procurarem”, garantiu Coelho.
Para Wanderley Pinheiro, presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Pinheiro – que falou em nome do empresariado local, a nova sede é um anseio dos empresários que buscam no Sebrae apoio para melhorar os seus negócios, ou para cria-los. “Esse dia chegou em um momento extremamente oportuno para todos os empreendedores de Pinheiro e região. Só temos a agradecer ao Sebrae por mais esta demonstração de confiança no nosso empresariado; um investimento como este, desta envergadura, só chegou até aqui graças a união entre os poderes público, empresariado e Sebrae”, garantiu Pinheiro.
Os números da obra
A nova unidade regional de Pinheiro terá uma área total construída de aproximadamente 1.000 M², em um projeto que contempla área de atendimento informatizada, salas de treinamento e espaço de co-working além de um auditório climatizado com capacidade para 250 pessoas.
A obra que tem previsão de início e conclusão ainda no ano de 2019 é um marco para a região, como assegura a gerente regional do Sebrae em Pinheiro, Graça Fernandes: “A nova estrutura irá nos proporcionar a possibilidade de realizar mais, melhor e com maior grandiosidade, promovendo eventos, capacitações e
auxiliando cada dia melhor o empresário que já tem um negócio ou aqueles que desejam empreender”, afirmou Fernandes.

Projeto que mantém incentivos fiscais no Maranhão é aprovado na Câmara

Os estados das regiões Norte, Nordeste, e Centro-Oeste tiveram uma boa notícia na noite desta terça-feira (11). Isso porque a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 656/15, que prorroga a redução de imposto de renda para projetos desenvolvidos nas áreas da Sudam, Sudene e Sudeco.

Aprovada pelos parlamentares, a proposta amplia de 2018 para 2023 o prazo para que os empreendimentos dessas regiões tenham direito à redução de 75% do Imposto de Renda (IR) calculado com base no lucro da exploração.

De acordo com a Sudam, entre 2007 e 2017, mais de 1.200 empregos foram mantidos ou criados por conta de incentivos fiscais no Maranhão. No mesmo período, os investimentos chegaram a R$ 402 mil e 13 empresas foram beneficiadas.

“Os incentivos fiscais são um diferencial competitivo para as indústrias de transformação que decidem investir ou manter seus investimentos na região amazônica. Hoje, nós temos mais de 800 empresas com projetos ativos na região, são mais de 1100 projetos. É um diferencial tributário que não pode ser perdido e que é de fundamental importância para geração e manutenção de empregos na região”.

O projeto original (PLS 656/15) é do Senado Federal, de autoria do senador Eunício Oliveira (MDB-CE). O texto foi enviado para a Câmara em maio deste ano e distribuído para análise nas comissões de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia, Finanças e Tributação e Constituição e Justiça. A matéria agora segue para sanção presidencial.

Coquetel na Intercar para a chegada Eclipse Cross

Os veículos de modelo SUVs vieram mesmo para ficar. Misto de carro esportivo e utilitário 4×4, eles são disparadamente os preferidos na Europa e no Estados Unidos, mercados nos quais já respondem por mais de 77% das vendas. 
Atenta a essa preferência global, a marca Mitsubishi desenvolveu um veículo que une alta tecnologia e design, praticidade e conforto com o melhor do 4×4. Essa é a proposta do SUV Eclipse Cross, a mais nova estrela da Mitsubishi que acaba de chegar à concessionária Intercar Mitsubishi no Calhau. 
Um badalado coquetel de lançamento sob o comando dos empresários Maysa e Manoel Dias marcou o lançamento do Eclipse Cross, modelo que é a perfeita combinação do 4×4 com o high tech. 

Brasil não explora setor pesqueiro como deveria, afirma presidente da Frente Parlamentar da Pesca e Aquicultura

Apesar de possuir um litoral de aproximadamente sete mil quilômetros de extensão, o Brasil não explora as atividades pesqueiras e o setor ainda não é devidamente gerenciado. É o que aponta um estudo do Instituto Oceanográfico (IO) da USP.

Segundo a instituição, metade das frotas pesqueiras analisadas atua praticamente no prejuízo, já que os custos são altos em relação às receitas. A informação tem como base dados econômicos de 17 frotas pesqueiras que localizadas nas regiões Sul e Sudeste do país.

A mesma avaliação é feita pelo presidente da Frente Parlamentar Mista de Pesca e Aquicultura no Congresso Nacional, deputado federal Cleber Verde (PRB-MA). De acordo com o congressista, o Brasil não explora esse setor como deveria.

 

“Nós temos uma faixa litoral que seria estratégica para o país desenvolver essa atividade. O Brasil é um país com um enorme potencial, mas que nunca conseguiu consolidar esse potencial em um resultado específico”, afirma.

“Nós temos um oceano de rios e lagos internos que poderiam ser muito bem explorados. Além de tudo isso tem as águas públicas da União, que ainda não se movimentou como se deveria”, ressalta Cleber Verde.

O deputado também é autor de alguns projetos que tratam exclusivamente da atividade pesqueira. Entre eles está o PL 5695/2016, que pretende indenizar o pescador artesanal prejudicado em sua atividade por construção de hidrelétrica. A medida é acrescentada na Lei 11959/ 2009, que dispõe sobre a política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura e da Pesca.

O PL foi apensado a outro que trata de tema semelhante e aguarda a criação de comissão temporária para discutir o assunto.